Oligoelementos: o que são e para que servem?

Oligoelementos

Os oligoelementos são substâncias químicas que se encontram em pequenas quantidades no organismo para intervir em seu metabolismo. São conhecidos desta maneira (oligoelementos) devido à quantidade requerida de cada um deles ser menor que 100mg. Esses elementos químicos, em sua maioria metais, são essenciais para o bom funcionamento das células.

É muito importante ter um aporte diário de oligoelementos dentro da nossa alimentação, já que nossas células são permanentemente atacadas pelo estresse, cansaço, enfermidades, etc. Por conseguinte, o consumo desses elementos químicos ativa os sistemas que lutam contra os radicais livres: sistemas enzimáticos (atividade controlada pela disponibilidade de cobre, manganês, zinco e selênio) e não enzimáticos (antioxidantes como as vitaminas C e E). Estes sistemas participam de várias funções corporais e cada elemento tem um nível ótimo de concentração, dentro da qual o organismo funciona adequadamente pela eficiente estimulação do sistema imunológico. Por outro lado, o sistema imunológico poderia deixar de funcionar eficientemente tanto por apresentar deficiência como por excesso de um desses elementos. Seguir uma dieta balanceada é determinante para que nosso sistema imunológico produza as defesas necessárias que evitam que fiquemos doentes e que nossas células envelheçam prematuramente. A seguir serão apresentadas as propriedades de alguns dos principais oligoelementos essenciais para o organismo:

1- Cálcio: é encontrado em produtos lácteos como o leite, queijos, iogurte, etc, bem como no gergelim, por exemplo. Suas funções no organismo são balancear o sistema nervoso, constituir os ossos e dentes e proporcionar ao sangue um nível ótimo de coagulação.

2- Ferro: participa de diversas funções no organismo, como o transporte de oxigênio nos glóbulos vermelhos sanguíneos, por exemplo. A deficiência deste mineral causa a anemia chamada de ferropriva, bem como seu excesso pode causar tonturas, dores de cabeça, fadiga e anorexia. O tanino, substância presente no chá e no café, inibe a absorção do ferro, enquanto que a vitamina C a estimula.

3- Zinco: é essencial para os seres humanos, pois intervém no metabolismo de proteínas e ácidos nucleicos, estimula a atividade de mais de 100 enzimas, colabora para o bom funcionamento do sistema imunológico, é necessário para a cicatrização de ferimentos, nas percepções de sabor e olfato e na síntese do DNA e de colágeno e elastina. Este elemento é encontrado em diversos alimentos, como ostras, carnes vermelhas, aves, alguns pescados, mariscos, favas e nozes. Sua deficiência pode produzir retardo no crescimento, perda de cabelo, diarréia, impotência sexual, apatia, cansaço, lesões oculares e de pele, inclusive acne, unhas quebradiças, amnésia, aumento do tempo de cicatrização de feridas, entre outros. Já o excesso de zinco tem sido associado a baixos níveis de cobre, alterações na função do ferro, diminuição da função imunológica e dos níveis de colesterol bom.

4- Cobre: é componente de muitas enzimas e participa na síntese da hemoglobina, além de ser essencial para o colágeno cutâneo e ósseo. É encontrado comumente em peixes, fígado, trigo integral, feijão e chocolate. Os sintomas de sua deficiência são deformidades ósseas, insuficiência cardíaca, inutilização do ferro nas células, entre outros. Seu excesso, em contrapartida, pode causar vômitos, dores epigástricas, etc. 

5- Manganês: é essencial para todas as formas de vida, nas quais possui funções tanto estruturais quanto enzimáticas. É absorvido no intestino delgado, dirigi-se para o fígado e de lá é distribuído para o restante do organismo. Sua carência pode causar perda de peso, fragilidade óssea, dermatite, degeneração do ovário ou testículos e náuseas. Seu excesso, por outro lado, pode levar a anorexia, alucinações, dificuldade de memorização, insônia e dores musculares.

6- Selênio: é antioxidante, estimula o sistema imunológico e intervém no funcionamento da glândula tireóide. Além disso, a suplementação de selênio mostrou, em estudos, ter uma correlação positiva com a prevenção de cânceres, redução do risco de ataques cardíacos e derrames e aumento da proporção de colesterol “bom” (HDL). A deficiência desse mineral é relativamente rara e pode provocar esterilidade feminina, infecções, problemas de crescimento e insuficiência pancreática.

7- Iodo: a única função conhecida do iodo é como parte integrante dos hormônios tireoideanos (tiroxina e tri-iodotironina). O déficit de iodo resulta no hipotireoidismo.

8- Cromo: mesmo que suas funções ainda não tenham sido definidas com exatidão, sabe-se que ele participa do metabolismo dos lipídeos e hidratos de carbono.  A ausência de cromo provoca intolerância à glicose e, como consequência, o aparecimento de diversos distúrbios. Sua carência também pode causar ansiedade, fadiga e problemas de crescimento, enquanto que seu excesso pode causar dermatites, úlcera e problemas renais e hepáticos.

9- Enxofre: participa da estrutura de diversas proteínas, é constituinte da algumas vitaminas, participa na síntese de colágeno, neutraliza os tóxicos, etc. Diferentemente do inorgânico, o enxofre proveniente dos alimentos (orgânico) não é tóxico.

10- Fósforo: constitui ossos e dentes, proporciona reações energéticas e é parte fundamental na formação de proteínas.

11-Magnésio: preserva a tonicidade da pele e atua na irritabilidade, cansaço, cãimbras e palpitações.

12- Potássio: sua função é favorecer os intercâmbios celulares e intercelulares.

13- Sódio: tem papel fundamental na hidratação do organismo e atua na excitabilidade dos músculos.

Esteticista Mariana Moussalem

 

Este post foi publicado a domingo, abril 18th, 2010 no 05:27 e categorizado em Terapias Naturais. Pode seguir os comentários deste post através do seu feed RSS 2.0. Pode comentar, ou fazer um trackback do seu próprio site.

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